I
Meu doce faquir, encantador de serpentes,
leva-me contigo para um país distante,
onde o pão se debulha na mesa
e os grãos de arroz desabrocham como flores,
nos campos ensolarados do senhor.
II
Senhor das tempestades,
Não me açoites com teu chicote de tiras e dentes,
pois noite e dia sou a mulher que te espera,
com uma eterna ânfora para refrescar a tua fronte,
Com leite e mel, prá recarregar o teu farnel.
Toma-me nos braços
e bebe o meu vendaval de amor.
III
III
Senhor dos oceanos,
Aplacas a ira das minhas ondas estelares.
invades as minhas ilhas interiores,
molhas com tuas àguas abundantes,
minhas terras ressequidas e rochosas:
pois a sofreguidão de tua fome,
secularmente,
me seduz.
Aplacas a ira das minhas ondas estelares.
invades as minhas ilhas interiores,
molhas com tuas àguas abundantes,
minhas terras ressequidas e rochosas:
pois a sofreguidão de tua fome,
secularmente,
me seduz.
Fotografia: Jose Villa

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